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‘Não temos nada a comemorar com esses 141 anos’, diz vereador sobre crise com ACTs em Camboriú

Em semana de aniversário da cidade, vereador afirma que festividades perdem o sentido diante da indignação das ACTs sem salário

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Na semana em que Camboriú celebra seus 141 anos de emancipação político-administrativa, o clima na Câmara de Vereadores foi de descontentamento. Durante a sessão ordinária desta terça-feira (1º), o vereador Mito (MDB) fez um pronunciamento crítico à gestão do prefeito Leonel Pavan (PSD), abordando o atraso nos salários de professores ACTs e a situação dos servidores públicos da cidade.

Em meio às comemorações iniciadas em 29 de março, com eventos organizados pela Prefeitura, Mito destacou que a realidade dos servidores impede qualquer sentimento de festividade.

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“Hoje, infelizmente, não temos nada a comemorar com esses 141 anos. As comemorações que estão acontecendo nas ruas não fazem a nossa população feliz, porque, se o nosso servidor não está feliz, com certeza o povo de Camboriú também não está feliz.”

O vereador iniciou seu discurso fazendo referência à tristeza generalizada entre os funcionários públicos municipais e criticou a falta de respostas do Executivo diante da insatisfação das categorias. Segundo ele, a situação não afeta apenas os ACTs, mas reflete um cenário mais amplo de instabilidade na gestão pública.

“Cada dia é um manifesto diferente, cada dia é uma informação diferente, cada dia é uma desculpa diferente, cada dia é um culpado diferente.”

Ao comentar os desdobramentos do confronto recente entre ACTs e o prefeito, registrado em vídeo na frente da Prefeitura, Mito reforçou que os vereadores estão sob pressão, cobrados por respostas e soluções que, segundo ele, não têm sido apresentadas.

“Nós, vereadores, ficamos num fogo cruzado. Alguns até tentam defender o atual governo, mas é difícil, porque o servidor não está recebendo.”

Em um dos trechos mais contundentes, ele cobrou responsabilidade direta do prefeito:

“Prefeito, sente, veja quem errou, faça o que tem que ser feito. Trabalhou, tem que pagar, tem que receber. Ah, mas contratou de forma ilegal? Vai ter que pagar e depois responder na justiça.”

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